Abertura de lojas: 3 estratégias para a retomada das atividades

Nos últimos dias, os governos estaduais começaram a esboçar planos para a retomada da economia no País. As medidas definem, gradualmente, os parâmetros da abertura de lojas e outros tipos de serviços.

Esta é a primeira vez que isso é feito de forma heterogênea, ou seja, sem que a aplicação seja a mesma em diferentes regiões.

Essas nuances em relação à classificação dos territórios podem ser bastante complexas e delicadas para varejistas que atuam em mais de uma cidade.

Mas, da mesma forma que um planejamento de expansão, saber utilizar inteligência geográfica para decidir onde alocar esforços é um diferencial para obter resultados satisfatórios.

Fizemos um estudo com três cenários para compreender variadas respostas a serem dadas neste aspecto. Confira abaixo.

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Conciliando online e offline na abertura de lojas

Já não é mais novidade que, durante o isolamento, as empresas melhor adaptadas ao mercado digital conseguiram se manter ou mesmo se sobressair nas vendas. Mesmo com a retomada, essa estratégia talvez não deva ser completamente deixada de lado.

Antes de tudo, este é apenas um primeiro passo para o retorno às atividades comerciais, e vários cuidados sanitários precisam ser tomados.

Os índices de contaminação continuam tão importantes quanto antes. Afinal, o objetivo é encontrar um equilíbrio entre voltar a produzir e manter a saúde da população.

Os comércios que tornam a funcionar ainda assim precisam atender a uma série de regulações determinadas pelo poder público. Os shopping centers de São Paulo, por exemplo, só podem operar com horário e circulação de pessoas reduzidos.

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Diante desses fatores, estratégias como as de omnichannel tendem a continuar com representação expressiva nos resultados das empresas.

Além disso e do impulsionamento que o delivery recebeu durante o isolamento, os lockers também aparecem como soluções de entregas a partir de junho.

Essa utilização inclusive está nos planos de shopping centers nas cidades. Algumas empresas do segmento já anunciaram investimentos nessas estratégias tanto na capital paulista quanto no Rio de Janeiro, em Fortaleza, Natal, Brasília, Cuiabá e Rondônia.

Diferentes comportamentos de consumo

A adaptação a este “novo normal” da sociedade pode durar semanas ou mesmo meses, e isso tem efeitos especialmente no modo como a população tende a agir.

Afinal, não são apenas as decisões públicas que determinam as restrições ou oportunidades, mas também como os consumidores respondem às situações.

Neste caso, ferramentas de inteligência geográfica e sociodemografia permitem uma compreensão mais aprofundada deste cenário.

O OnMaps, software da Geofusion, disponibiliza dados de 250 fontes públicas e privadas confiáveis, o que torna as análises mais precisas para a tomada de decisão.

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Com a ferramenta, o usuário consegue, por exemplo, importar bases internas sobre os clientes. Assim, tem facilitada a visualização de onde eles se localizam.

Em caso de possuir informações já diferenciadas entre consumidores online e offline, o usuário pode fazer uma comparação entre as regiões em que eles se concentram. Além disso, ele também pode enriquecer com dados do próprio OnMaps.

Na situação apresentada no vídeo abaixo, utilizamos a importação para identificar a renda provável do público-alvo de uma região, informação extraída do IBGE:

Aplicando conforme acima, a empresa consegue identificar em quais territórios vale mais a pena retomar as atividades.

Ao realizar processo semelhante para entender onde ocorre maior compra por meio de canais digitais, é possível descobrir locais com mais aderência e que talvez possam esperar um pouco mais.

Informações desse tipo são cruciais especialmente em caso de abertura de lojas com orçamento mais sensível, situação de alguns segmentos mais afetados durante o isolamento.

Análise de entorno para a retomada

Independentemente de ter ou não uma estrutura digital mais sólida, quaisquer comércios que reabram nos próximos dias precisam ter cuidado ao avaliar o território - e isso é justamente o que o OnMaps faz de melhor.

Além de possuir dados de todo o Brasil, a base enriquecida também permite compreender a dinâmica dos locais onde se está mirando a estratégia.

Suponhamos que um profissional de expansão já tenha em mente certas opções de unidades para reabrir, mas precisa escolher entre uma, ou algumas delas.

Neste caso, considerando inclusive o cenário de abertura de lojas na retomada, talvez convenha observar onde há a presença de concorrentes. Dependendo da estratégia que a empresa utilize, isso pode ser fator crítico para investir ou não naquele lugar.

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Exemplo de mapeamento de concorrentes com dados extraídos via OnMaps, com cada símbolo representando uma rede do setor alimentício e suas unidades distribuídas entre o centro de São Paulo e arredores.

Outro aspecto relevante também é a quantidade de trabalhadores que circulam pela região. Com determinados segmentos voltando a atuar, este fluxo também tende a crescer em áreas comerciais, ainda que em uma escala reduzida.

Atenção aos comércios de rua

Por falar em fluxo de pessoas, além da concorrência e de dados de movimentação, também o perfil da própria empresa é crucial nesses aspectos.

Em meio a isso, as principais características de territorialidade para o sucesso do negócio, ou seja, o DNA geográfico, merecem o dobro de cuidado.

Ainda que, na busca de novos caminhos no dia a dia, esse tipo de informação pareça básica, em um cenário de limitações ela não pode ser negligenciada.

Feito isso, é interessante observar em quais áreas existem pólos geradores de tráfego, que são instituições a todo momento visitadas pelos frequentadores da região. Por exemplo, bancos, farmácias, estações de metrô, pontos de ônibus, entre outros.

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Nota-se que, neste cenário em específico, existe um desafio bastante complicado em relação a isso na abertura de lojas.

Afinal, o número de pessoas circulando no entorno costuma ser um bom indício. Mas em meio às fragilidades da retomada, ainda significa um risco.

Encontrar um equilíbrio entre o potencial de clientes que se consegue obter e o que é sensato atrair é, neste caso, o ponto ideal. Uma tarefa complexa, e ao mesmo tempo, necessária.

Quer saber mais sobre como utilizar inteligência de dados para se preparar para os novos desafios de mercado? Temos vários materiais a respeito. Confira:

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Por Victor Melo / Redator Web

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