Casais sem filhos são um ótimo alvo para indústria alimentícia

Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, residências com famílias constituídas de três ou mais pessoas, tendem a ter gastos per capita menores do que os lares de casais sem filhos.

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Foi o que descobriu a pesquisa Winning the Future, realizada pela Kantar Worldpanel, empresa especialista em comportamentos de consumo. Foram avaliados 96 grupos de famílias entre abril de 2016 e março de 2017.

Duas categorias em questão, se destacaram na pesquisa: Independentes jovens (até 49 anos) e independentes maduros (60 anos ou mais).

O primeiro grupo teve um gasto per capta 34% superior aos demais, já o segundo, atingiu a marca de 41%. Juntos eles representam quase 1/3 de toda a população nacional.

Por isso é fundamental que as empresas que desejam se conectar a eles, consigam entender seus anseios e hábitos de consumo.

Os mais jovens, por exemplo, valorizam experiências inovadoras, praticidade, transparência, tecnologias e bem-estar. Já os maduros, em sua maioria das classes A e B, são atraídos por qualidade de vida, produtos pouco industrializados e possuem hábitos alimentares saudáveis.

Informações como essas, que esmiúçam os gostos do consumidor, podem dar direcionamentos importantes para que indústrias saibam o que oferecer em um mix de produtos e onde inseri-los. Então, que tal entender mais sobre os lares de casais sem filhos?

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Independentes maduros tendem a ter hábitos de vida e consumo saudáveis

Os independentes acima de 50 anos valorizam a alimentação de qualidade, vida saudável e produtos específicos. Além disso, costumam ter hobbies mais caros e realizam viagens internacionais.

Isso se deve ao fato de que a grande maioria já possui um patrimônio bastante consolidado. Mais de 90% das pessoas nesse grupo possuem casa própria, 39% têm veículos e 1/3 faz parte das classes A e B.

Outra característica marcante dos independentes maduros é que a maioria deles lida com questões relacionadas a saúde, como controle de colesterol, diabetes e pressão alta.

Por isso, escolhem muito bem os tipos e mercas de produtos alimentícios que consomem, dando sempre preferência para as versões diet, light e integral.

A maioria afirma que ir às compras não é uma obrigação e sim uma programação de rotina e isso fica claro quando analisamos a quantidade de visitas aos pontos de venda deste grupo. O total de 88 vezes supera às 78 visitas realizadas pelos independentes jovens.

Os produtos alimentícios mais consumidos pela categoria são:

  • Pães e biscoitos integrais

  • Iogurtes naturais

  • Requeijões e outros derivados saudáveis do leite

  • Sucos naturais e refrigerantes diet

As principais necessidades dos independentes jovens

Representando 11% dos cerca de 6 milhões de lares analisados, este grupo é formado por jovens altamente conectados e que preferem resolver a maioria de suas tarefas por meio da internet.

Para se ter uma ideia, das pessoas que têm entre 25 e 34 anos, 74% possui smartphone e o utiliza nas principais tarefas do dia-a-dia. No restante do grupo (35 a 44 anos) essa média cai para 62%.

Como ainda estão em ascensão profissional, raramente possuem patrimônios constituídos, mas eles detêm a segunda maior renda per capita de toda a pesquisa. Isso significa que boa parte do que ganham, é destinada ao consumo.

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Entre os produtos mais consumidos nos lares das pessoas dessas categorias estão:

  • Azeites e óleos especiais

  • Cervejas artesanais

  • Carnes processadas como linguiça e empanados de frango

  • Pizzas e massas

Além disso, tendem a investir em produtos tecnológicos como computadores, videogames de última geração e celulares modernos.

Porém, apesar de todas as diferenças encontradas, existe um fator apresentado pela pesquisa que atrai não só os independentes jovens e maduros, mas todos os grupos de domicílios analisados e que colocou o Brasil em um lugar especial no ranking de consumo.

O que casais sem filhos têm em comum com outros grupos familiares?

Apesar de todas as particularidades de consumo dos grupos, as ofertas e promoções oferecidas no varejo continuam sendo um dos maiores atrativos para os shoppers no país, por isso é importante que indústrias realizem ações como merchandising nos PDVs.

Ainda de acordo com a Kantar, 80% dos consumidores brasileiros deram preferência a produtos que estavam em oferta entre abril e junho de 2017, o que coloca nosso país entre os primeiros do ranking, superando Reino Unido, Itália e Alemanha.

De acordo com a especialista em consumo, metade dos entrevistados brasileiros afirmam que promoções e ofertas são fatores cruciais para a escolha do PDV em que desejam realizar a compra.

E aqui fica um adendo as indústrias, as promoções que permitem levar mais por menos, são as favoritas dos consumidores, segundo o levantamento.

 A importância de estudar o comportamento do consumidor

É muito comum que indústrias ignorem os dados a respeito do consumidor final de seus produtos, mas é importante que ela foque no consumidor final, saiba como ele é e como se comporta.

Isso pode ajudar a aumentar a pulverização de produtos e consequentemente o número de vendas.

Por isso, conheça 4 dicas que mostram como a indústria pode localizar seu consumidor final e aumentar seus resultados a partir disso.

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Por João Pedro Ribeiro do Val / Diretor Comercial

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