Distribuição de produtos: como organizar a logística na indústria

Nem todos os segmentos passaram por impactos tão negativos em suas vendas nas últimas semanas. Mas, mesmo entre os que puderam se manter, há empresas que sentiram diferenças em relação à necessidade de distribuição de produtos.

Isso porque, dentro de uma mesma atuação, o fato de não se poder reunir aglomerações nos estabelecimentos gerou impactos nas fábricas que não ocorreram no varejo de serviços essenciais.

Uma ilustração disso está nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último dia 14 de maio. De acordo com o estudo, houve queda na produção industrial em todos os locais do Brasil acompanhados pela organização.

Por outro lado, há varejistas que conseguiram manter resultados positivos. É o caso das que atendem, principalmente, a bens de consumo não duráveis, ou que possuem estratégias bem estruturadas de e-commerce e marketing digital.

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Em certos casos, isso leva a uma tensão entre a demanda do varejo por produtos, e a capacidade da fábrica em relação ao atendimento. Diante deste cenário, a estratégia de logística das indústrias se faz ainda mais importante.

E, para que se possa realizar uma distribuição mais eficiente, torna-se imprescindível o uso de ferramentas de geolocalização. Afinal, elas ajudam a embasar as escolhas necessárias em meio às dificuldades do momento.

Como gerir a distribuição de produtos neste cenário

Com o objetivo de que seu produto chegue ao consumidor final, o intermédio entre indústria e varejo requer novos arranjos de distribuição e alocação de produtos.

Neste momento de isolamento social, a demanda pressiona, sobretudo, áreas predominantemente residenciais com alta densidade demográfica.

Tendo isso em vista, é importante remanejar esforços a essas áreas. Para isso, é necessário gerenciar os centros de distribuição melhor localizados, que abranjam maior quantidade de pontos de venda em áreas com alta concentração de pessoas.

Neste caso, a ferramenta de inteligência geográfica de dados otimiza e facilita a logística de atendimento na administração de seus territórios.

O OnMaps, software da Geofusion, é o principal do mercado para este tipo de demanda. Com ele, os usuários têm acesso a informações de cerca de 250 fontes confiáveis, tanto públicas quanto privadas, para análises de cenários.

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Entendendo seu distribuidor

Em situações como essas, saber com mais profundidade a respeito da empresa parceira ajuda a compreender o cliente final. Consequentemente, fica mais nítido o comportamento que ele assume e como agir para obter os resultados certos.

Ainda que a comunicação com quem faz a distribuição de produtos seja fundamental, nem sempre é o suficiente para entender a abrangência e a capacidade de um determinado mercado.

Por exemplo, é possível verificar o potencial de consumo para produtos específicos em determinadas regiões, e avaliar se a captação está ocorrendo de forma satisfatória. 

Com uma ferramenta como o OnMaps, você consegue obter esse tipo de informação e analisar o território de cobertura desse distribuidor, como no exemplo abaixo:

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Território dos Distribuidores 

Na imagem, consideramos distribuidores fictícios de uma rede que atua em diferentes regiões. Com recursos de delimitação de áreas, identificamos todo o território coberto por cada uma das unidades.

Localizando seu consumidor final

Analisando por outra perspectiva, consideramos uma situação em que o fabricante tenha informações mais precisas a respeito do consumidor final.

Por exemplo, uma organização que é responsável tanto pela produção quanto pela distribuição dos produtos.

Neste caso, o acesso a dados específicos como os registros de compras nas notas fiscais pode ser mais fácil, ainda que pertencente a pontas diferentes da cadeia.

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Ao invés de visualizar apenas uma área delimitada, neste tipo de situação é possível identificar onde há concentrações ou dispersões em relação ao número de PDVs e quem é o distribuidor.

Pode-se perceber, no exemplo, um número bastante expressivo em São Paulo, principalmente na região central e em alguns bairros do sul. 

Além disso, verifica-se uma canibalização das áreas de alguns distribuidores, ou seja, onde distribuidores diferentes estão atendendo as mesmas regiões.

Este aspecto é de grande importância para avaliar a organização da distribuição e conferir se está operando de modo eficiente.

Com essa avaliação, é possível cruzar dados sobre o consumidor final, a configuração das operações de distribuição, disposição sobre os territórios e entendimento de demanda.

Assim, consegue-se insumos precisos para otimizar as etapas deste processo. Isto é, remanejar distribuidores, priorizar áreas, entre outros.

Cruzando faturamento e potencial de consumo

Outra possibilidade de uso de inteligência geográfica para compreender os principais pontos de venda consiste em analisar diretamente o fluxo de dinheiro no território.

Uma vez possuindo os dados do faturamento do distribuidor, você pode, com uma ferramenta como o OnMaps, comparar com o potencial de consumo para o produto na região.

Neste caso, fizemos uma busca de como isso se manifesta por setor censitário, uma divisão realizada pelo IBGE que caracteriza os territórios conforme a quantidade de domicílios. Cada setor corresponde a 300 deles.

Ou seja, setores censitários menores costumam indicar maior concentração de domicílios, como áreas verticalizadas, por exemplo. Veja o caso abaixo:

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Potencial de Consumo por Setor Censitário e Sell in

Nesta análise, conseguimos identificar pontos de venda com faturamento bastante alto nos bairros paulistanos da Consolação e Chácara Itaim.

Mas, se comparados ao potencial de consumo, várias outras regiões não estão sendo suficientemente cobertas. É o caso de bairros como Vila Mariana, Chácara Klabin, Aclimação, Independência e Sumaré.

Nota-se que, nesses territórios, há alguns representantes. Diante deste cenário, é possível identificar uma oportunidade de reforçar o contato com eles, para compreender o comportamento do consumidor local, ou mesmo prospectar outros varejistas no bairro.

Além desses casos, várias outras análises são possíveis para fazer a distribuição dos produtos, como:

  • Quantidade de clientes
  • Produtos mais vendidos
  • Volume de vendas

No cenário específico de isolamento social, pode-se verificar áreas que estão sendo mais pressionadas pela demanda, ou se é possível mobilizar outros canais de distribuição.

Além disso, torna-se identificável se há necessidade de priorizar certas localidades e pontos de vendas, se existem locais estratégicos que ainda não são atendidos ou se alguns centros de distribuição estão operando abaixo da performance esperada.

Os estudos acima foram apenas alguns exemplos de como utilizar inteligência geográfica de dados para rever a distribuição de produtos.

Quer saber mais? Temos vários outros materiais para te ajudar a compreender o cenário de atuação de acordo a sua estratégia. Confira:

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Por Samiyah Becker / Consultora de Inteligência de Mercado

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