O que é retailment? Conceito ganha força no cenário da pandemia

Varejo e entretenimento num só local. Esse é o retailment, mescla das palavras em inglês retail e entertainment.

Ou seja, são lojas que entregam muito mais que produtos a seus clientes. Nesse contexto, experiência, interação e conteúdo são as chaves do negócio.

retailment

Já não é mais segredo para ninguém todos os impactos que a Covid-19 trouxe ao comportamento de consumo

O que muitos vêm chamando de “acelerador de futuros” deu uma força sem precedentes ao digital, fazendo com que a loja física, em segmentos como eletroeletrônicos e vestuário, perdesse bastante faturamento nos últimos meses.

Portanto, para fazer o consumidor se deslocar de sua casa, a partir de agora o varejo precisará oferecer algo a mais. Será necessário ofertar uma experiência que, digamos, compense a visita. 

Isso porque a pandemia trouxe, também, o medo de contaminação e uma cautela maior em relação a aglomerações e locais fechados, apesar de todos os protocolos e precauções.

O fato é que, com o impulsionamento da transformação digital no varejo, muitos de nós não veremos mais necessidade em nos destinar a lojas em algumas situações, diferente do nosso passado bem recente. 

Inclusive, haverá casos em que o ato de entrar em um comércio será estimulado por puro prazer e/ou curiosidade.

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Slow sell como forma de atrair público no retailment

Mais um termo cunhado pelo mercado varejista recentemente, o slow sell nada mais é que ofertar um ambiente de consumo em loja com um propósito muito mais de interação, aprendizado e experimentação do que de compra, efetivamente.

É fazer as pessoas se sentirem em casa, em um ambiente seguro e tranquilo.

Espaços com layouts considerados “instagramáveis”, iluminação chamativa, realidade virtual e aumentada, além de ambientes sem intervenção de vendedores, são alguns dos recursos que estimulam o cliente a querer permanecer da loja, interagindo com produtos e até mesmo serviços. 

Neste caso, a omnicanalidade também está bastante presente, pois a ideia é que o potencial cliente possa tocar, sentir e até mesmo degustar um produto, para só comprar posteriormente, no conforto de casa. 

Exemplos do Brasil e do exterior

Mobly

Uma ótima amostra deste modelo é a startup de tecnologia que atua no varejo de móveis e itens de decoração, a Mobly.

Seu mercado é bastante focado nas vendas online, e até mesmo para estimular esse lado, inaugurou, em 2019, uma megastore, localizada na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

mobly-minDivulgação

Ocupando uma área de 4,5 mil metros quadrados, o local propõe uma experiência de compra diferenciada

O espaço tem auditório para eventos, um sistema de self checkout e diversos ambientes decorados com produções famosas de filmes e séries - Friends, Simpsons e Toy Story já passaram por lá.

A estratégia da empresa é que as compras do e-commerce e loja física estejam totalmente integradas, o que permite comprar pela internet e retirar na loja, com o entretenimento como um plus.

Decathlon

A rede varejista de materiais esportivos tem origem francesa e chegou ao Brasil em 2001, com a inauguração da primeira loja em Campinas (SP). 

Hoje, são mais de 30 unidades pelo País, e se você já passou por alguma delas, sabe que é uma experiência bem diferente e lúdica.

decathlonDivulgação

No local, além de uma área gigantesca, com os mais variados artigos e vestuários esportivos, está disponível, também, a experimentação de praticamente tudo - de um taco de beisebol a uma prancha de snowboard.

Sem exagero, é possível passar horas numa loja da rede, sempre com o apoio de consultores/vendedores que sabem cada detalhe de cada esporte. 

A ideia é que o cliente tenha a certeza de que está fazendo a escolha certa, de maneira cada vez mais simples.

Apple Store

Talvez o exemplo mais claro do que é o retailment em sua plenitude, a Apple Store da Quinta Avenida, em Nova Iorque, é um universo mágico de experimentação dos early adopters da marca. 

Aberta 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano, a unidade oferece o Genius Bar, uma espécie de consultoria individualizada para que clientes possam aprender como funcionam os devices mais inovadores. 

Também, oferta o Today at Apple, uma programação exclusiva de cursos voltados à fotografia, música e design, principalmente.

Em seu funcionamento usual, possui 900 funcionários (!), que se comunicam no total de mais de 30 idiomas diferentes com os visitantes.

Essas são apenas algumas das mais variadas formas que empresas no País e no mundo encontram de inovar e se reinventar, buscando atender a clientes mais críticos e cuidadosos.

Gostou de ficar por dentro do que é retailment e suas aplicações no varejo? Grandes marcas terão que se reinventar, cada vez mais, para atrair o novo consumidor, num contexto de digitalização acelerada e de compra mais ligada às experiências.

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Por Caio Sanchez / Editor

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