Setor de shopping centers apresenta variações em perfil de inaugurações

Em quantos shopping centers recém-inaugurados você passeou ou foi fazer compras no último semestre? A resposta pode variar muito em função da região em que você mora. As mudanças no cenário econômico são rápidas e o varejo companha esse dinamismo. Por isso, estar sempre atento às mudanças do setor pode fazer toda a diferença para o sucesso do seu negócio.

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Oito centros comerciais foram abertos no primeiro semestre de 2016 - um a menos que no mesmo período do ano anterior. O perfil de renda das cidades escolhidas para as inaugurações também variou bastante, como veremos detalhadamente a seguir.

Em 2016, os novos shoppings tiveram uma maior dispersão geográfica. O Sudeste ainda manteve a liderança em aberturas, representando 38% delas. No entanto, o número foi bem menor quando comparado ao primeiro semestre do ano anterior.

A região Centro-Oeste representou um destaque importante nos primeiros seis meses de 2016, com 25% das aberturas, sendo que não houve nenhuma nova unidade de shopping na região no mesmo período do ano passado.

Estes e outros dados referentes ao setor foram reunidos em um levantamento realizado pela Geofusion, por meio do nosso software na nuvem de inteligência geográfica de mercado, o OnMaps. O estudo sobre a expansão dos shopping centers no Brasil buscou entender como foi a evolução do segmento e as tendências para o mercado varejista.

Confira o gráfico abaixo para entender melhor a relação entre inaugurações e regiões:

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Além da maior dispersão geográfica pelas regiões do País, houve mudanças no perfil das inaugurações. No primeiro semestre de 2015, 66% dos novos shoppings foram abertos em locais sem nenhum outro centro comercial. Foram empreendimentos menores, em mercados novos, e as cidades escolhidas possuíam em média 42 mil domicílios.

Já no primeiro semestre de 2016, apenas 25% dos novos centros comerciais foram abertos em municípios sem nenhum outro shopping. Os locais escolhidos também apresentam um perfil diferente: são cidades maiores, com cerca de 287 mil domicílios. Ou seja, os novos empreendimentos entraram em mercados mais robustos, o que pode significar um retorno positivo. Além disso, locais com taxas populacionais superiores e ampla movimentação de pessoas amplia a exposição de lojas na praça.

O tamanho dos shoppings inaugurados também teve uma ligeira mudança na comparação entre o primeiro semestre de 2015 e de 2016. Os seis meses iniciais de 2016 contaram com 62% novos empreendimentos de médio porte, 25% de pequeno porte e 13% de grande porte.

O ano passado também contou com aberturas de centros comerciais menores, de vizinhança, reflexo da escolha de entrar em municípios com aproximadamente 42 mil domicílios.

Veja o gráfico abaixo para entender a divisão:

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Os principais desafios para a abertura de um shopping center encontram-se na identificação das melhores localizações, a adaptação do modelo de negócios para o público da região e a captação do potencial de consumo total das regiões em que resolvem se instalar.

Perfil de renda de municípios escolhidos para abrigar novos shoppings

O perfil de renda dos municípios em que as inaugurações ocorreram é semelhante, tanto em 2015 como em 2016. As cidades com novos empreendimentos são predominantemente com população das classes B e C. No entanto, quando se analisa somente os locais onde foi inaugurado o primeiro shopping, há uma mudança significativa de 2015 para 2016.

Cidades com faixas predominantes de renda D e E foram contempladas com seus primeiros shoppings e tiveram um crescimento de 5%, de um ano para o outro.

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Este movimento vem ocorrendo há um tempo. Em 2014, os municípios com faixa de renda C eram os principais escolhidos para abertura de shoppings. Já eem 2015 foram escolhidos diversos pontos com população dentro das faixas D e E, ampliando ainda mais a proporção de cidades com estas faixas de renda a receberem seus empreendimentos no primeiro semestre de 2016.  

Atualmente, existem 559 shoppings ativos no País, sendo que o Sudeste concentra mais unidades. Os estados líderes: São Paulo, com 170, e Rio de Janeiro, com 71. No entanto, houve uma queda na taxa de expansão na região, enquanto Centro-Oeste e Sul mantiveram estáveis os níveis de expansão comparando 2014 e 2015. É possível entender como ocorreu a expansão do segmento nestes anos, no gráfico abaixo.  E esta tendência continua em 2016.

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Atualmente, a região Sudeste conta com 300 shoppings, seguidos por Sul e Nordeste, empatados com 88 unidades cada. O Centro-Oeste fica em terceiro lugar, com 55 empreendimentos e, por fim, a região Norte com 28. Ficou curioso por mais dados referentes ao setor? Conheça os bairros com mais shoppings no Brasil.

Estratégia de expansão com Geomarketing

Novas oportunidades para o setor varejista

Em 2015, foram inaugurados 15 shoppings. O número representa uma queda de 46% em relação ao ano anterior. Além de um decréscimo expressivo entre um ano e outro, houve uma mudança no tamanho de novos empreendimentos. Em 2014, as aberturas ocorriam principalmente em shoppings de médio, grande ou mega porte (acima de 20 mil de Área Bruta Locável, conhecida pela sigla ABL). Já em 2015 observamos um crescimento na participação de shoppings de vizinhança e pequeno porte (até 20 mil de ABL) e um decréscimo de médio e mega porte.

Esta mudança também causou uma necessidade de readequação de pontos de venda, o que trouxe grandes oportunidades para redes menores e lojas únicas, que passaram cada vez mais a fazerem parte de centros comerciais.

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Para definir o mix de lojas de um shopping center é necessário olhar para diversos fatores, como perfil do público do entorno (idade, renda, escolaridade), perfil de compra (dia ou noite, proporção de trabalhadores, proporção de residentes), estilo de vida, potencial de consumo, entre outros fatores. É necessário realizar uma análise de mercado certeira e identificar o público-alvo do seu negócio.

A análise dos dois últimos anos mostra que houve uma alteração de perfil de lojas nos shopping centers: de 2014 para 2015, as maiores redes (com mais de 100 pontos de venda) tiveram um decréscimo de 35%, enquanto estabelecimentos únicos avançaram 11,3%. Redes menores (com menos de 100 pontos de venda) aumentaram a presença em 4,7% dos shoppings.

Em 2015, 43% dos shopping centers tiveram uma intensa troca de lojas, ou seja, fecharam e abriram quase na mesma proporção. As aberturas e fechamentos de pontos não indicam apenas o aumento ou diminuição do mercado, mas também mostra alterações de mix dentro dos centros já existentes.

Estar atento a esta movimentação é importante para antecipar as mudanças do cenário no segmento, pensando em sua própria rede e em seus concorrentes.

Estratégia de expansão com Geomarketing

 

Por João Pedro Ribeiro do Val / Diretor Comercial

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